
Não pense que as coisas têm em si algum valor! Que valor tem um cobertor ao meio dia no Saara? Que valor tem a água quando você está si afogando? Quando você está submerso e sem fôlego, há um desejo desesperado de emergir, tudo que você quer é si separar da água! Ora, o valor não está nas coisas, e sim em você, na sua necessidade – e é você quem dá valor ou não as coisas. Há coisas essenciais, mas também há coisas banais. Quando estiver diante das coisas, não as valorize e nem as desvalorize. Quando você estiver com alguma coisa, use-a, quando não estiver, desfrute da liberdade. Quando estiver com fome, use a comida. Quando estiver de barriga cheia desfrute da liberdade de não estar com fome. Isso tem sua própria beleza. Se tiver uma mansão para viver, desfrute-a! Se não tiver, desfrute da sua casa, se você quiser, ela pode ter o valor de um palácio. O valor as coisas quem dá é você, e o desfrutar é o seu contentamento. Não si apegue a nada, viva! Quando estiver ao ar livre, não perca as árvores, as flores, os pássaros, o sol... E quando estiver em uma mansão, curta o mármore, a decoração... Desfrute onde estiver e não possua nada. Nada nos pertence. Viemos ao mundo com as mãos vazias e com as mãos vazias sairemos dele.
Batalhão de choque
Autor: Edson Carmo






















