APLAUSOS, SURGIRAM COMO

A origem do aplauso é datada em cerca de 3 mil anos atrás.
No inicio era somente um ato religioso, baseado em rituais pagãos, no qual, o barulho obtido deveria trazer a atenção dos deuses.
Posteriormente, foi um ato solicitado por artistas (do antigo teatro classico grego) aos espectadores ao ver os espetáculos; Como forma de invocar espiritos protetores da Arte.
Na Roma Pré-Cristã, tornou-se um hábito comum e sendo difundido pela grande massa.




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O LOBO QUE EXITE EM VOCÊ


LOBOS INTERNOS

Um velho Avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

"Deixe-me contar-lhe uma história.
Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que
'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.
Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.
É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.
Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".
E ele continuou: "É como se existissem dois lobos dentro de mim.
Um deles é bom e não magoa.
Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.
Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta.
Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva.
Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!
Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.
É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!
Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:
"Qual deles vence, Vovô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:


"Aquele que eu alimento".


FONTE: http://www.conselhonet.com.br/Conselhos/lobos_internos.htm

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NECESSARIO ACORDAR

Livro: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


"Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo te esclarecerá". - Paulo. (Efésios, 5:14).

Grande número de adventícios ou não aos círculos do Cristianismo acusa fortes dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos de Jesus. Alguns encontram obscuridades nos textos, outros perseveram nas questiúnculas literárias. Inquietam-se, protestam e rejeitam o pão divino pelo envoltório humano de que necessitou para preservar-se na Terra.
Esses amigos, entretanto, não percebem que isto ocorre, porque permanecem dormindo, vítimas de paralisia das faculdades superiores.
Na maioria das ocasiões, os convites divinos passam por eles, sugestivos e santificantes; todavia, os companheiros distraídos interpretam-nos por cenas sagradas, dignas de louvor, mas depressa relegadas ao esquecimento. O coração não adere, dormitando amortecido, incapaz de analisar e compreender.
A criatura necessita indagar de si mesma o que faz, o que deseja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio caminho.
Grandes massas, supostamente religiosas, vão sendo conduzidas, através das circunstâncias de cada dia, quais fileiras de sonâmbulos inconscientes. Fala-se em Deus, em fé e em espiritualidade, qual se respirassem na estranha atmosfera de escuro pesadelo. Sacudidas pela corrente incessante do rio da vida, rolam no turbilhão dos acontecimentos, enceguecidas, dormente e semimortas até que despertem e se levantem, através do esforço pessoa, a fim de que o Cristo se esclareça.

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ENTENDENTO ALGUNS ASPECTOS DO PENSAMENTO FEMININO


Elogio de menos é insensibilidade.
Elogio demais é chantagem emocional.
 
Ciúme de menos é indiferença.
Ciúme demais é doença.
 
Atenção de menos é indiferença
Atenção demais é prisão.
 
Liberdade demais é indiferença.
Liberdade de menos é insegurança.
 
Palavras duras de menos é indiferença.
Palavras duras demais é desequilíbrio.
 
Cuidado de menos é indiferença.
Cuidado demais e sufocante.
 
Ouvir de menos e indiferença.
Ouvir demais é ser omisso.
                  
Perguntar de menos é indiferença.
Perguntar demais é bisbilhotice.
 
Querer sexo de menos é ser indiferente. (ter uma amante).
Querer sexo demais é ser um tarado que só pensa naquilo. 

Presente de menos é indiferença.
Presente demais é sempre de menos.
 
Dinheiro de menos é indiferença.
Dinheiro demais é prova de amor eterno.
 
Não perca seu tempo tentando entender as mulheres!
Trabalhe, ganhe muito dinheiro, de tudo só para ela, que as indiferenças simplesmente, somem.


Fonte: http://www.conselhonet.com.br/Conselhos/entendendo_a_mente_feminina.htm 



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AUXÍLIO



Livro: Pensamento e Vida - 23
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Auxiliar espontaneamente é refletir a Vida Divina por intermédio da vida de nosso “eu”, que se dilata e engrandece, à proporção que nos desdobramos no impulso de auxiliar.
A Eterna Providência é o reservatório do Amor Infinito, em doação permanente, solicitando canais de expressão que o distribuam, aos quais provê com matemática precisão.
É necessário, porém, estejamos de atalaia no celeiro de nós mesmos, a fim de que não impeçamos o eterno dar-se de Nosso Pai, dando incessantemente dos bens de que Ele nos enriquece.
Quem observa os princípios da eletricidade não ignora que o fluxo constante da força, para a consecução dos benefícios que ela produz, reclama um circuito completo. Se não houvesse pólos positivos e negativos, não disporíamos do favor da luz e do movimento.
Quem conhece igualmente o manancial sabe que a água, para manter-se pura, exige escoadouro.
Toda obstrução, por isso mesmo, significa inércia e enfermidade.
A lei do auxílio permite a solicitação, mas determina a expansão para que a ajuda não desajude.
O sangue que não circula gera a necrose que traduz cadaverização dentro do corpo vivo.
O homem que saiba governar muitos bens reunidos, construindo com eles a base do trabalho e da educação de muitos, é qual represa em lide, no campo social, missionário do progresso que as leis da vida nutrem de esperança e saúde, segurança e alegria; ao passo que o detentor de numerosos bens, sem qualquer serventia para a comunidade, é um sorvedouro em sombra à margem do caminho, usurário infeliz que as mesmas leis da vida cercam de angústia e medo, solidão e secura.
O amparo que recolhemos corresponde ao amparo que dispensamos. E o amparo que dispensamos está invariavelmente seguido de vastos acréscimos potenciais para a hipótese de nos fazermos mais úteis.
Lembremo-nos de que refletir as bênçãos de Deus no socorro espontâneo ao próximo, sem o tambor da vaidade a estimular-nos o exclusivismo, é atrair os reflexos de Deus para aqueles que nos cercam e que, igualmente em silêncio, se deslocam ao nosso encontro, prestando-nos assistência efetiva.
Ajudar com o sentimento, com a idéia, com a palavra e com a ação, ajudar a todos e melhorar sempre é invocar, em nosso favor, o apoio integral da vida.
Não nos esqueçamos, pois, de que o auxilio que prestamos às criaturas, sem exigência e sem paga, é a nossa rogativa silenciosa ao Socorro Divino, que nos responde, invariável, com a luz da cooperação e do suprimento.

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EM TORNO DE TI


Livro: Calma
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Em derredor de ti, encontrarás sempre, no mundo, a escola de aperfeiçoamento espiritual em que te matriculaste, através do berço físico.
Por muito sacrifício te custe a convivência com aqueles aos quais o mundo te vinculou pela força da consangüinidade, não te afastes deles, senão quando as circunstâncias da vida, expressando os desígnios superiores das Leis que nos regem, te determinem alterações e mudanças.

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FILHO DEFICIENTE


Livro: SOS Familia
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A decepção passou a ser-te um ferrete em brasa, dilacerando sem cessar os teus sentimentos.
Todos os planos ficaram desfeitos, quando esperavas entesourar felicidade e vitória.
No suceder dos dias, desde os primeiros sinais, anelaste por um ser querido que chegaria aos teus braços com os louros e a predestinação da grandeza em relação ao futuro.
O pequeno príncipe deveria trazer no corpo, na mente, na vida, as características da raça pura, grandioso no porte, lúcido na inteligência, triunfador nas realizações.
O que agora contemplas não é o filho desejado, mas um feio espécie, mutilado, enfermo, frágil...
Mas acreditas que se haja gerado por teu intermédio, que seja teu filho.
Por pouco não detestas.
Mal te recobras do choque e da vergonha que experimentas quando os amigos o vêem, quando sabem que é teu descendente.
Surda revolta assenhoreia-se da tua alma e, a pouco e pouco, a amargura ganha campo no teu coração.
Reconsidera, porém, quanto antes, atitudes e posições mentais.
Não podes arbitrar com segurança no jogo dos insondáveis sucessos da reencarnação.
Para a reflexionar e submete-te à injunção redentora.
A tua frustração decorre do orgulho ferido, do desamor que cultivas.
Teu filho deficiente necessita de ti. Tu, porém, mais necessitas dele.
Quem agora te chega ao regaço com deficiência e limitação, recupera-se no cárcere corporal das arbitrariedades que perpetrou.
Déspota ou rebelde, caiu nas ciladas que deixou pela senda, onde fez que outros sucumbissem.
Mordomo da existência passada, abusou dos dons da vida com estroinice e perversidade, ferindo e terminando por ferir-se.
Não cometeu, todavia, tais desatinos a sós.
Quando alguém cai, sempre existe outrem oculto ou ostensivo que o leva ao tombo.
O êxito como o insucesso sempre se faz de parceria.
Muitos responsáveis intelectuais de realizações nobres, como de crimes espetaculares, permanecem não identificados.
E são os autores reais, que se utilizam dos chamados ignorantes úteis para esses cometimentos.
O filho marcado que resulta do teu corpo é alma vitimada pela tua alma, não duvides.
Não é este o primeiro tenta-me que realizam juntos.
Saindo do fracasso transato, ambos recomeçam abençoada experiência, cujo êxito podes promover desde já.
Renteia com ele na limitação e aumenta-lhe, mediante o amor dinâmico, a capacidade atrofiada.
Sê-lhe o que lhe falta.
Da convivência nascerá a interdependência recíproca.
No labor com ele, ama-lo-ás.
Infatigavelmente renova os quadros mentais e por enquanto desce ao solo da realidade, fora das ilusões mentirosas, a fim de seres, também, feliz.
Honra-te com o filhinho dependente e mais aproxima-te dele, cada vez.
A carne gera a carne, mas os atos pretéritos do Espírito produzem a forma para a resistência orgânica.
As asas de anjo do apóstolo, como os pés de barro de quem amas, precedem à atual injunção fisiológica.
Se te repousa no berço de sonhos desfeitos um filhinho deformado, amputado, dementado, deficiente de qualquer natureza, esquece-lhe a aparência e assiste-o com amor.
Não te chega ao trono dos sentimentos por acaso.
Antigo companheiro vencido, suplica ajuda ao desertor, só agora alcançado pela divina legislação.
Dá-lhe ternura, canta-lhe um poema de esperança, ajuda-o.
O filho deficiente no teu lar significa a tua oportunidade de triunfo e a ensancha que ele te roga para alcançar a felicidade.
Seria terrivelmente criminoso negar-lhe, por vaidade ferida, o amparo que te pede, quando te concede a bênção do ensejo para a tua reparação em relação a ele.

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INCOMPREENSSÕES


Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Não reclames do filho aquilo que ele ainda não te pode dar.

Ele é filho do Criador, quanto nós mesmos. Ninguém se faz amado através da exigência.

Dá tudo! aqueles que desejamos ajudar ou salvar nem sempre conseguem compreender, de pronto, o sentido de nossas palavras, mas podem ser inclina-dos ou arrastados à renovação por nossos atos e exemplos.

Em muitas ocasiões, na Terra, somos esquecidos e humilhados por aqueles a quem nos devotamos, mas, se soubermos perseverar na abnegação, acendemos no próprio espírito o abençoado lume com que clareamos a estrada, além do sepulcro!...

* * * * *

Tudo passa no mundo... Os gritos da mocidade menos construtiva transformam-se em música de meditação na velhice!

Ampara teu filho que é também teu irmão na Eternidade, mas não te proponhas escravizá-lo ao teu modo de ser!

Monstruosa seria a árvore que se pusesse a devorar o próprio fruto; condenável seria a fonte que tragasse as próprias águas!

Os que amam, sustentam a vida e nela transitam como heróis, mas os que desejam ser amados não passam muitas vezes de tiranos cruéis...

* * * * *

Levanta-te! Ainda não sorvestes todo o cálice. Além disso, Jesus espera por ti...

Os que lhe batem à porta, consternados e desiludidos, são teus familiares igualmente... Esses velhos abandonados que te procuram tiveram também pais que os adoravam e filhos que lhes dilaceraram o coração...

Esses doentes que apelam para a tua capacidade de auxiliar conheceram, de perto a meninice e a graça, a beleza e a juventude!...

* * * * *

Tuas dores, não são únicas. E o sofrimento é a forja purificadora, onde iras perder o peso das paixões inferiores, a fim de te alçar à vida mais alta... Quase sempre é na câmara escura da adversidade que percebe-mos os raios da Inspiração Divina, porque a saciedade terrestre costuma anestesiar-nos o espírito...

Procura teu filho, com a lâmpada acesa do amor, nos filhos alheios, e o Senhor abençoarte-a, convertendo-te a amargura em paz do coração... Ergue-te e aguarda de pé a luta dentro da qual reeducarás aqueles que mais amas...

Não te rendas ao sopro frio do infortúnio, nem creias no poder do cansaço...

Que seria de nós se Jesus, entediado de nossos erros, se entregasse à fadiga inútil?

Ainda que o corpo se recolha às transformações da morte, mantém-te firme na fé e no otimismo... O túmulo é a penetração na luz de novo dia para quantos lhe atravessam a noite com a visão da esperança e do trabalho.

Não aguardes por agora, senão renúncia e sacrifício... Jesus até hoje não foi compreendido, mesmo por muitos que se dizem seus seguidores.

Auxilia, perdoa e espera!... As vitórias supremas do espírito brilham além da carne.



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TAL FELICIDADE


Muitas vezes me perguntam por ai
Onde essa tal felicidade vai surgir
Contudo ela sempre esteve aqui
É algo que só você pode sentir

Se você caminha rumo ao fim
Quer ser feliz, sempre sorrir, enfim...
Odeia fingir, mas só sabe dizer sim
É porque você aprendeu assim

Se você sofre e não se altera
Prende sorrisos consigo em cela
Disfarça o tempo todo aqui na terra
Desculpe, mas a sua fantasia é bela

Pra essa tal felicidade atingir
Permita agora mesmo permitir
Não deixe a censura proibir
Essa vontade doida de existir

Esta é uma homenagem ao grande amigo Edison Gil, um escritor que muito admiro, poeta nas palavras e em seus sentimentos.

Autor: Grande poeta Edison Gil



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O SANTO DESILUDIDO


Livro: Jesus no Lar
Neio Lúcio & Francisco Cândido Xavier

Inclinara-se a palestra, no lar humilde de Cafarnaum, para os assuntos alusivos à devoção, quando o Mestre narrou com significativo tom de voz:

- Um venerado devoto retirou-se, em definitivo, para uma gruta isolada, em plena floresta, a pretexto de servir a Deus. Ali vivia, entre orações e pensamentos que julgava irrepreensíveis, e o povo, crendo tratar-se de um santo messias, passou a reverenciá-lo com intraduzível respeito. Se alguém pretendia efetuar qualquer negócio do mundo, dava-se pressa em buscar-lhe o parecer. Fascinado pela alheia consideração, o crente, estagnado na adoração sem trabalho, supunha dever situar toda gente em seu modo de ser, com a respeitável desculpa de conquistar o paraíso.

Se um homem ativo e de boa-fé lhe trazia à apreciação algum plano de serviço comercial, ponderava, escandalizado:

- É um erro. Apague a sede de lucro que lhe ferve nas veias. Isto é ambição criminosa. Venha orar e esquecer a cobiça.

Se esse ou aquele jovem lhe rogava opinião sobre o casamento, clamava, aflito:

- É disparate. A carne está submetendo o seu espírito. Isto é luxúria. Venha orar e consumir o pecado.

Quando um ou outro companheiro lhe implorava conselho acerca de algum elevado cargo, na administração pública, exclamava, compungido:

- É um desastre. Afaste-se da paixão pelo poder. Isto é vaidade e orgulho. Venha orar e vencer os maus pensamentos.

Surgindo pessoa de bons propósitos, reclamando-lhe a opinião quanto a alguma festa de fraternidade em projeto, objetava, irritadiço:

- É uma calamidade. O júbilo do povo é desregramento. Fuja à desordem. Venha orar, subtraindo-se à tentação.

E assim, cada consulente, em vista da imensa autoridade que o santo desfrutava, se entristecia de maneira irremediável e passava a partilhar-lhe os ócios na soledade, em absoluta paralisia da alma.

O tempo, todavia, que tudo transforma, trouxe ao preguiçoso adorador a morte do corpo físico.

Todos os seguidores dele o julgaram arrebatado ao Céu e ele mesmo acreditou que, do sepulcro, seguiria direto ao paraíso. Com inexcedível assombro, porém, foi conduzido por forças das trevas a terrível purgatório de assassinos. Em pranto desesperado indagou, à vista de semelhante e inesperada aflição, dos motivos que lhe haviam sitiado o espírito em tão pavoroso e infernal torvelinho, sendo esclarecido que, se não fora homicida vulgar na Terra, era ali identificado como matador da coragem e da esperança em centenas de irmãos em humanidade.

Silenciou Jesus, mas João, muito admirado, considerou:

- Mestre, jamais poderia supor que a devoção excessiva conduzisse alguém a infortúnio tão grande!

O Cristo, porém, respondeu, imperturbável:

- Plantemos a crença e a confiança entre os homens, entendendo, entretanto, que cada criatura tem o caminho que lhe é próprio. A fé sem obras é uma lâmpada apagada. Nunca nos esqueçamos de que o ato de desanimar os outros, nas santas aventuras do bem, é um dos maiores pecados diante do Poderoso e Compassivo Senhor.



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PROVA E JULGAMENTO


Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Decerto que o Senhor nos terá advertido contra os riscos do julgamento, observando-nos a inclinação espontânea para projetar-nos em assuntos alheios.

Habitualmente, perante os nossos irmãos em experiências difíceis, estamos induzidos a imaginar neles o que sentimentos e pensamos acerca de nós próprios.

Encontramos determinada criatura acusada desse ou daquele delito; para logo, freqüentemente, passamos a mentalizar como teria sido a falta praticada, fantasiando minudências infelizes a fim de agravá-la, quando muitas vezes a pessoa indicada tudo promoveu de modo a poupar a suposta vítima, resistindo-lhe às provocações até as últimas conseqüências.

Surpreendemos irmãos considerados em desvalia moral; e de imediato, ao registrar-lhes o abatimento, ideamos quadros reprováveis de conduta sobre as telas de inquietude em que terão entrado, emprestando-lhes ao comportamento o comportamento talvez menos digno que teríamos adotado na problemática de ordem espiritual em que se acharam envoltos, quando, na maioria das ocasiões, são almas violadas por circunstâncias cruéis, à feição de aves desprevenidas, sob o laço do caçador.

Abstenhamo-nos de julgar os irmãos supostamente caídos.

O Senhor suscitou a formação de juízes na organização social do mundo para que esses magistrados estudem os processos em que nos tornemos possíveis de corrigenda ou segregação, conforme o grau de periculosidade que venhamos a apresentar na convivência uns com os outros.

Por outro lado, os princípios de causa e efeito dispõem da sua própria penalogia ante a Divina Justiça.

Cada qual de nós traz em si e consigo os resultados das próprias ações.

Ninguém foge às leis que asseguram a harmonia do Universo.

Diante dos companheiros que consideres transviados, auxilia-os quanto possas. E onde não consigas estender braços de apoio, silencia e ora por eles.

Todos somos alunos na grande escola da vida.

Consideremos que toda escola afere o valor dos ensinos professados em tempo justo de exame.

Os irmãos apontados à apreciação dos júris públicos são companheiros em prova.

Hoje será o dia deles, entretanto, é possível que amanhã o nosso também venha a chegar.



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DIANTE DOS MAUS


Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Porque as pessoas se te apresentem más e egoístas, ou porque te aflijam e desconsiderem, não planejes o revide.
Há quem ainda se compraz no mal, quem perturba e se ufana disso.
São seres mal saídos do primarismo, adquirindo a luz da razão e a sensibilidade da emoção.
Não é justo que desças e a elas te niveles, sofrendo mais, quando podes ascender e elevá-las, alterando a paisagem moral do mundo para melhor.
Seja tua a ação de engrandecimento e compreensão das falhas e limites do teu próximo.
Jamais te arrependerás, agindo assim.

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